segunda-feira, 11 de março de 2013

A qualidade mais importante de um empreendedor não é a honestidade ou a integridade

Qual é o componente vital para a carreira de um empreendedor que faz com que todo o resto se torne irrelevante?

Bem Horowitz, sócio fundador de uma empresa de venture capital no vale do silício Andreessen Horowitz, fez uma importante observação sobre empreendedorismo.
Horowitz estava correndo atrás dos fatores que garantem um grande investimento. Um desses fatores é a equipe, ou mais especificamente, o empreendedor.
Horowitz disse ainda que o empreendedor é muito mais importante do que a ideia – porque se a ideia é ruim, um grande empreendedor vai enxergar isso rapidamente e, em seguida, mudar a ideia.
Horowitz percorreu vários exemplos disso, incluindo PayPal, Google e outros produtos de sucesso.
Os grandes empreendedores, segundo as pesquisas e observações de Horowitz têm 2 qualidades fundamentais:
  1. Brilho.
  2. Coragem.
A razão pela primeira característica é óbvia.
A razão da segunda característica, segundo Horowitz, é que as outras virtudes que todos querem enxergar em pessoas de sucesso: honestidade, integridade e etc. que é o resultado do fluxo de coragem.

E, se você não tem coragem, em momentos de estresse, as virtudes de integridade, honestidade podem rapidamente cair no esquecimento.
Especificamente, Horowitz diz que se você não tem coragem, você não vai ser honesto e vai se machucar com isso (quando a ideia em que você apostou sua empresa e reputação for ruim).
E se você não tem coragem, você não vai ter coragem de sair de uma boa oportunidade que lhe dá segurança para perseguir uma oportunidade que a maioria das pessoas classifica como loucura.
A exemplo disso, Horowitz apontou para Mark Zuckerberg e Bill Gates, que ambos desistiram de Harvard e Steve Jobs e Larry Ellison, que desistiram de outras faculdades.
Todos esses corajosos 4 homens estavam em carreiras que poderiam lhes levar ao sucesso. Ou pelo menos a alguma definição de sucesso que servem para as outras pessoas, mas não serviu para eles.
E por isso, todos eles se afastaram de suas “carreiras de sucesso” para correrem atrás do seu significado de sucesso.
Em retrospecto, a decisão que tiveram que fazer parece ter sido óbvia. Na época, não queria dizer nada. Era apenas mais uma ideia, mais um dilema, mais uma dúvida.
Por isso, além de brilho nos olhos, o mais importante em um empreendedor precisa ser a coragem para mergulhar naquilo que faz o seu sangue correr em suas veias.

É preciso muita coragem para conseguir sucesso na escalada do empreendedorismo.

Este artigo foi originalmente publicado neste link aqui.

sexta-feira, 8 de março de 2013

Em ação inusitada, loja francesa faz clientes usarem roupa íntima para aproveitar promoção

O que você faria para aproveitar uma boa promoção de uma loja? E se fosse para ganhar roupas de graça? Uma loja francesa resolveu testar a veracidade desse questionamento e realizou uma ação para lá de inusitada nesta última quarta-feira.
A loja Desigual ofereceu roupas grátis para os primeiros cem clientes que comparecessem vestidos com a roupa de baixo. Para quem acha que a ação deu errado, se enganou. Dezenas de clientes usaram apenas roupas íntimas para aproveitar a promoção. A campanha fez até com que criassem filas de espera para entrar na loja.
Essa não é a primeira vez que a Desigual fez a ação. Todo o ano, a empresa promove a campanha.
E você, encararia uma promoção assim no Brasil?
 
 esta notícia saiu originalmente aqui.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Fracassar é preciso?

"Semana passada, pela primeira vez, saí em uma matéria de jornal que falava de negócios malsucedidos, que não deram certo e que, simplesmente, fecharam as portas.
Nos EUA esse tipo de história é bastante comum, mas só agora está começando a chamar a atenção das pessoas no Brasil. Lá, fracassar é sinônimo de experiência e está diretamente relacionado às chances de sucesso nos negócios seguintes realizados pelo mesmo empreendedor.
Nunca havia falado sobre isso publicamente, apesar de manter esse histórico no meu perfil profissional. Nunca senti abertura das pessoas para esse tipo de experiência por aqui. Acredito que, em geral, nossa cultura não vê o fracasso com bons olhos, pelo menos não ainda.
No meu caso, comecei a empreender aos 23 anos, seis meses depois de terminar a faculdade. A única certeza que eu tinha era a de que queria empreender e fazer algo relacionado ao mundo infantil. Não sabia o quê exatamente e a primeira oportunidade foi uma loja online de produtos infantis, que começou com apenas uma linha de produtos.
Foram vários meses fazendo vendas e entregas, aprendendo a divulgar produtos online, a emitir nota fiscal, a falar com a contabilidade, a fazer pós-venda, a controlar o fluxo de caixa, a pedir desconto e prazo para fornecedor e outras inúmeras coisas que se aprende quando nada se sabe, quando se começa algo com nenhuma, ou quase nenhuma experiência.
Ao longo desses meses iniciais, um processo interno vai ocorrendo dentro do empreendedor e, além do aprendizado prático do negócio e do seu amadurecimento, ele também vai afinando sua visão de negócio, sua visão de mercado e a sua percepção sobre ser empreendedor. Fechar as portas é uma decisão difícil, mas ela acontece por uma inviabilidade financeira, e/ou porque a visão do empreendedor se transformou. Geralmente é essa nova visão, transformada, que o leva a seguir adiante e a começar um novo projeto.
Foi o que aconteceu comigo. As vendas cresciam, mas não ainda como o esperado e conforme eu estudava sobre as possibilidades do universo infantil, minha visão se ampliava e mais eu sentia que aquele começo deveria ser diferente. Eu precisei que algumas outras portas se abrissem e se firmassem para tomar a decisão de encerrar meu primeiro negócio, mas quando tive a oportunidade, abracei e comecei de novo.
Para mim, o que muda com o fracasso é a postura do empreendedor. A forma como ele se coloca diante da vida e do desafio de começar de novo. Sua postura é totalmente diferente da experiência prévia. Não é apenas a experiência prática de administrar um negócio que conta neste caso. É a nova pessoa, com a visão e a postura renovadas, que fará diferença na nova oportunidade."
Será que mudaremos nossa visão sobre o fracasso no mundo dos negócios no Brasil? (artigo de Natalia Monteiro, originalmente publicado neste link aqui)

Comentário do blog: Às vezes, o que pensamos ser um fracasso, nada mais é do que o início de um grande sucesso, pois nossas perspectivas estarão ampliadas, nossa visão mudou: crescemos. O importante é NÃO DESISTIR. Ir se reinventando ao longo do caminho, cada vez mais e melhor.

sexta-feira, 1 de março de 2013

10 características principais dos empreendedores de sucesso

Segundo este artigo no Estadão, baseado em relatório do Global Entrepreneurship Monitor, o Brasil é o terceiro país em número de empreendedores do mundo. Enfim, temos mais um motivo para nos orgulhar de estarmos fazendo o nosso trabalho e assumindo que queremos mesmo e cada vez mais ser dono do nosso próprio nariz, poder fazer o nosso próprio horário, não ter teto de renda e ainda ter liberdade de fazer o que bem entender na hora que bem quisermos. Porém, nem tudo é um mar de rosas, e estatisticamente duas a cada três empresas fecham depois de três anos no mercado. Por que isso acontece?
Bem, isso acontece porque a maioria dos empreendedores olham somente o lado verdinho da grama das empresas que deram e estão dando certo, esquecendo-se que que apesar dos ganhos serem altos, as “perdas” ou os desafios são muitas das vezes ainda maiores. E por quê então um terço das empresas vão para frente, prosperam e têm sucesso? Pela minha experiência profissional e pessoal, isso acontece porque os empreendedores à frente destas empresas de sucesso, cultivam determinadas características-chave que os permitem persistir sempre em um caminho de sucesso.
A seguir, enumero dez recomendações baseadas nas características principais dos empreendedores de sucesso que se observadas e implantadas por você na sua personalidade poderão tornar a sua empresa uma destas que ocupam o primeiro terço das estatísticas citada anteriormente. Anote:
1. Acredite que seus sonhos podem ser realizados, apesar dos grandes desafios.
2. Mantenha o foco, projetando o que quer e não se distraindo no meio do caminho com outras possíveis oportunidades.
3. Não deixe que a sua vida pessoal e emocional atrapalhe a sua vida profissional.
4. Procure ajuda ou conhecimento com pessoas que já conquistaram o que você quer conquistar.
5. Defina o seu mercado e fale a “língua” deste mercado, entendendo suas dores, desejos e necessidades.
6. Busque estar ao redor daqueles que lhe dão apoio e fique longe daqueles que, por suas próprias limitações, acabam te atrapalhando e te jogando para baixo.
7. Busque sempre se aperfeiçoar na sua área.
8. Mantenha-se aprendendo sobre outras áreas que sente serem necessárias para que o seu negócio vá adiante, seja algo técnico, de finanças, ou marketing;
9. Trabalhe! Não fique arranjando desculpa para não fazer o que é necessário na hora que algo deve ser feito.
10. Aprenda com seus erros e fracassos. A cada queda, se levante e vá adiante sem culpar os outros pelas suas próprias falhas.
Muitos “gostariam” de ter sucesso, mas poucos estão realmente “comprometidos” em alcançá-lo. Comprometimento é fazer tudo o que for necessário para que seus objetivos sejam alcançados, sem qualquer desculpa! Só assim, as estatísticas sobre o Brasil não só melhorarão ainda mais, mas além disso, você será um dos líderes do novo país que nós, empreendedores de qualquer porte, estamos construindo agora.
Qual o seu grau de comprometimento com a sua vida, com a empresa, com a sua cidade e com o seu país?
Artigo originalmente publicado neste link aqui, de autoria de Melina Kunifas, Coach, Treinadora e Palestrante, é conhecida como aquela que ajuda a "Transformar Profissionais em OURO.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Empreendedor não tem direito a depressão


Sou como todos os empreendedores que estão lutando para atingir o ponto de equilíbrio. Vivo em uma montanha russa convivendo com meses de alta e meses de baixa. Com aquisições e falências. Com sócios e família. Enfim, sou como a maioria dos empreendedores que existem hoje no Brasil que lutam diariamente para conquistar o seu futuro. Uma luta que não dá trégua. Que não permite doença, depressão ou preguiça. Se você está nessa, bem-vindo ao clube. Se você ainda não está e quer entrar, posso dizer que vale à pena cada depressão perdida. Este post é um desabafo e ao mesmo tempo, um incentivo.

A preguiça é inimiga da vitória

Há pouco mais de cinco anos, desde que assumi o estado de empreendedor (larguei totalmente o emprego para só empreender) praticamente não descanso. Somado a isso, o nascimento de filhos e escola de outros, me impuseram uma pressão que tirou de vez qualquer preguiça ou depressão que tenha restado da minha adolescência, quando achava que tinha algum problema e não tinha nenhum. A minha vizinhança é composta 90% de empreendedores. Sejam pequenos, médios ou grandes. Todos eles, sem exceção, acordam cedo, não esmorecem e não param. Alguns, mais velhos que eu, já têm o direito de descansar nos finais de semana e passar férias com a família duas vezes por ano, mas os jovens como eu, em torno dos seus trinta anos, não têm outra alternativa senão a de trabalhar todos os dias errando o mais rápido que puder para poder corrigir rapidamente o rumo em direção ao objetivo final: a vitória.

O fraco não tem espaço

O empreendedorismo não tem espaço para fracos. Aqui só fica quem assume seus erros e persiste rumo ao sucesso mesmo após falências e constrangimentos pessoais e profissionais. Aqui tem que ter estômago, tem que matar um leão por dia mesmo, pra valer. A fatura do cartão de crédito está chegando e assim também as mensalidades escolares e os impostos. Não tem jeito, você tem que pagar tudo, tem que crescer e não há espaço para fraquejar. Quer descansar, espere a próxima vez que ficar doente para isso. Agora é só trabalho amigo. Só trabalho. Mas não é para ficar trabalhando feito louco dia e noite. Tem que saber atingir o equilíbrio. Tem que parar e tem que fazer exercícios, assim como se alimentar bem. Porque se ficar fraco da saúde, aí camarada, de nada terá adiantado tanto trabalho porque você não vai aproveitar os seus frutos.

O covarde morre sem tentar

O covarde então, nem se fala. Aquele que estuda um, dois, três livros e só planeja não tem espaço. Tem que descer pra arena, tem que criar e tem que botar a cara a tapa. Tem que falar com cliente e contratar funcionário. Tem que ouvir bronca do cliente e dar bronca no funcionário. Tem que ser “demitido” pelo cliente e também demitir funcionário. Essa é a vida e quem tem medo de responsabilidades, é melhor continuar de fora porque aqui é olho na meta, só na meta. Não tem chopp, não tem churrasquinho e não tem samba, só se for na caixa de som do escritório ou da fábrica para produzir mais e mais. Covarde que tem “medinho” de errar, sai fora.

Faz o certo, faz a sua

O negócio é fazer o que é certo pra deitar a cabeça no travesseiro pensando que, pelo menos fez a sua parte. Quando o seu saldo bancário quase toca o chão e você tem que se manter calmo para continuar trabalhando para salvar o mês, a úncia coisa que te consola é deitar a cabeça no travesseiro e pensar: “Eu hoje fiz a minha parte mais uma vez”. Eu faço a minha parte e você faz a sua e nós, juntos fazemos tudo isso crescer, mantemos as nossas famílias, estudamos, nos aprimoramos e damos de tudo para vencer sem morrer.

Nunca foi fácil, junta os seus pedaços e desce pra arena

Quem te disse que ia ser fácil? Nunca foi assim. Então porque agora teria que ser? Quem é empreendedor sabe que tem que progredir pessoalmente ao mesmo tempo que progride profissionalmente. E quando falo de progressão, falo mais para assumir os seus próprios erros do que de fato atingir o sucesso. Esse só vem depois que tenhamos aprendido todas as lições. Enfim.
“Vamos acordar, vamos acordar, porque o sol não espera.
Vamos acordar, o tempo não cansa. Ontem a noite você pediu uma oportunidade e mais uma chance
Como Deus é bom né? Olha aí, mais um dia todo seu. Que céu azul hein?
Vamos acordar, vamos acordar.
Agora vem com a sua cara.
Sou mais você nessa guerra.
A preguiça é inimiga da vitória.
O fraco não tem espaço e o covarde morre sem tentar.
Não vou te enganar, o bagulho tá doido, ninguém confia em ninguém, nem em você.
Os inimigos vêm de graça. É a selva de pedra. Ela esmaga os humildes demais.
Você é do tamanho do seu sonho, faz o certo, faz a sua.
Vamos acordar, vamos acordar.
Cabeça erguida, olhar sincero.
Tá com medo de quê? Nunca foi fácil, junta os seus pedaços e desce pra arena, mas lembre-se: aconteça o que aconteça
nada como um dia após outro dia.” ~ Racionais MCs
Vamos acordar. Vamos fazer. Vamos testar. Vamos empreender. Vamos crescer.

POST PUBLICADO ORIGINALMENTE NO INSISTIMENTO, NESTE LINK AQUI.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Empreendedor tem licença pra errar, mas não tem licença para se abalar

Imagine que você é dono de uma papelaria e alguém que precisa de um caderno entra te perguntando o preço do caderno que ele precisa. Você passa para ele o preço, o cliente acha injusto e sai da sua papelaria criticando a sua empresa. Outro cliente, que também precisa de um caderno, entra na sua papelaria no mesmo dia, momentos depois do primeiro cliente ter entrado, te pergunta o preço do caderno que ele precisa e sai de lá com o caderno numa sacola após ter pago o preço que você o havia informado, satisfeito com o produto que comprou e o serviço que recebeu. É natural que um negócio, qualquer que seja ele, tenha uma taxa de rejeição. Porém, como nós, empreendedores, devemos lidar com a situação exposta acima e tantas outras negativas que acontecem no nosso dia a dia, de modo a não nos abalarmos mais no exercício do nosso propósito de empreender? É isto que trago no artigo de hoje: questionamentos acerca do nosso desempenho enquanto empreendedores lidando com feedbacks negativos de clientes.

Quanto mais responsabilidades, mais risco

Enquanto eu não dirigia um carro, não corria o risco de matar alguém atropelado. Enquanto eu não trabalhava por conta própria, não corria o risco de passar um mês inteiro sem dinheiro. Enquanto eu não sabia o que era contratar funcionários, não corria o risco de ver meus projetos e minhas palavras afundarem por conta da falta de responsabilidade deles. Somente hoje eu corro o risco de matar alguém atropelado, passar o mês no vermelho ou deixar de entregar algo que eu prometi. É incrível como uma falha no nosso currículo coloca em risco tudo de bom que fizemos na nossa vida profissional. Você já parou para pensar que quando algo dá errado na sua vida, tudo que você tinha feito de bom parece ter sumido dos olhos daqueles que lhe apontavam o dedo.

Colhemos o que plantamos

Todos nós já sabemos que nós colhemos o que plantamos, mas pouca gente se questiona sobre o que está realmente sendo plantado. Hoje eu refleti um pouco sobre essa questão do colher o que se planta e concluí que existem situações onde o que disseram que você plantou não foi realmente o que você plantou. Relembrando o exemplo que abre este artigo, quando um dono de papelaria fixa o preço em um produto ele não está pensando em prejudicar essa ou aquela pessoa. Da mesma forma, quando ele abre o seu próprio negócio, ele também não espera favorecer de forma especial este ou aquele cliente. O empreendedor simplesmente vai lá e abre o seu negócio da melhor maneira como pode e, no percurso de desenvolver o seu negócio e fazê-lo crescer, inevitavelmente comete alguns erros. Todos os erros são nossa responsabilidade, mas só realmente colhemos aquilo que plantamos. Se algo não foi plantado por nós (ou pelo menos não enxergamos como tendo sido plantado por nós), então não podemos fazer a colheita.

Os erros precisam acabar

Está certo que cometemos vários erros ao longo das nossas vidas, no entanto é preciso dar um basta neles. Quando enxergamos que erramos podemos até ficar fulos da vida, mas a melhor resposta que podemos dar para os nossos próprios erros é dizer não para as próximas oportunidades de errar. Em já cometi diversos erros no gerenciamento das minhas empresas, sejam elas de que época forem. Do início da carreira até agora, cometi diversos erros, mas apesar de alguns clientes terem sido prejudicados, 95% deles ficaram satisfeitos com o trabalho que fiz. Olhar para os erros é uma das alternativas para se olhar a situação, mas pedir desculpas por esses erros e olhar pra frente não aceitando novas propostas naquele tipo de trabalho onde não se teve boa capacidade de gerenciamento, talvez seja o melhor que um empreendedor possa fazer pela sua carreira. Veja porque:
  1. Você dá toda a sua atenção aqueles 95% de clientes (ou de tipos de clientes) que aprovaram o seu trabalho.
  2. Você assume a sua incapacidade e se torna mais forte naquilo que já sabia fazer bem.
  3. Você permite que o mercado fique melhor deixando empresas boas atuarem naqueles 5% do mercado que você não atendia bem.
É importante lembrar que como em todas as relações da vida, umas pessoas saem machucadas, relações viram fumaça e que nós realmente iremos colher os erros que plantamos, mas não se pode ignorar o fato de que na estrada da vida, seja como empresários, empregados ou escravos, somos todos aprendizes uns dos outros. É importante olhar esta questão de erros e acertos desse modo porque não somos, de forma alguma, nem os algozes da humanidade e tampouco os salvadores da pátria. Vamos acordar porque nem eu ou você, somos a última “bolacha do pacote”.
Antes de sermos empreendedores, somos humanos e, como tais, temos licença para errar, mas não podemos nos abalar. Quem se abala, permanece preso a um passado que já foi, enquanto quem se desculpe e assume suas incapacidades olha pra frente procurando novas oportunidades para aprender.

Este artigo pode ser encontrado no original aqui, e é de autoria de Marcos Rezende, microempreendedor, blogueiro, escritor, coach e palestrante.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Vassoura nova...


...Varre muito bem! Ditado velho e muito usado, principalmente quando o assunto é a equipe.
Lógico, não poderia ser diferente.
Na contratação a gente já diz: contrato de experiência de 3 meses.
Pensa bem: se você estivesse em um contrato de experiência iria trabalhar como durante este tempo? Eu não tenho duvidas que seria muito bem. Hiper bem. Mega bem. Tri bem.
Passou no contrato? Hora de relaxar!
Bom, o que falo é baseado em um pesquisa informal que faço há anos em um supermercado que compro, no minimo um vez por semana.
Eu tenho o cartão da loja, então o meu nome aparece no sistema. Passo o cartão, pago, e quando o caixa me entrega o cupom do caixa e fala: muto obrigada dona Elisa espero que a senhora tenha feito boas compras. Ou qualquer coisa parecida com isso, eu pergunto: estás trabalhando há quanto tempo?
Bingo! O caixa está no contrato de experiência. Nunca, em nenhuma das vezes que falaram o meu nome, foi diferente. Nenhum caso. Zero.
Bom, dai eu logicamente conclui: passou o período de experiência, a convivência com os colegas vai aumentando, e todo mundo vai minando… – nem fala essa coisa de nome do cliente, isso é uma chatice! Não precisa falar, vai por mim. Eu nunca falo e ninguém me cobra. E por ai vai… Daqui a pouco o entrante para de falar.
Eu como cliente, adoro quando escuto o som do meu nome…uma palavrinha amiga, um agradecimento.
Culpa de quem isso?
Na minha humilde opinião a culpa é do gerente da loja.
Pra equipe fazer sempre o que precisa ser feito mesmo quando não tiver ninguém olhando ou mandando é preciso acompanhamento. Treinamento lado a lado, orientação e cobrança é lógico.
E quem é o pato dessa história?
De novo, na minha humilde opinião, o RH. Treina, orienta a falar o que tem que ser falado e manda o cara prontinho pra loja. Lá, ninguém cobra, ninguém acompanha, porque o foco sempre é o operacional.
Eu vou seguir na minha pesquisa informal. Se algum dia mudar, eu aviso mas por enquanto acredito piamente na tese de que vassoura nova varre bem e quando a gente não cuida, vira PUNK ou HIPPIE!

(este artigo resume a forma de treinamento da Planet Limp, o treinamento ombro-a-ombro ("on the job) com o funcionário, sempre com acompanhamento. E foi retirado daqui